Telemetria Automotiva: A história do sistema OBD e sua evolução

05.04.2016 - Tecnologia OBD

OBD, ou On-Board Diagnostic refere-se à um sistema de diagnóstico implementado na maioria dos veículos atuais. Que começou a ser desenvolvido nos anos 60, na Califórnia, inicialmente com o objetivo de controlar a emissão de gases.

A partir de 1988 o CARB (Comitê de Administração dos Recursos do Ar da Califórnia) estabeleceu que todos os veículos vendidos no estado da Califórnia incorporassem, em sua unidade de comando, um sistema de diagnóstico capaz de detectar defeitos nos elementos e sistemas de controle de emissões. Esta norma (sem padronização), denominada OBD-I, especificava que, um aviso luminoso deveria acender na presença de falha relacionada com as emissões e desligada, assim que desaparecesse.

Após um curto período, o CARB concluiu que o padrão OBD-I não era suficientemente eficiente na determinação do elemento que provocara o defeito; em alguns casos, veículos com falha passavam os procedimentos oficiais de inspeção veicular (denominados “Procedimentos de I/M”; inspeção e manutenção), sem que elas fossem detectadas. Desta forma, um novo conjunto de especificações foi desenvolvido. Esta nova especificação resultou na reformulação do sistema de diagnóstico. Surgiu assim, a norma OBD-II. Sendo que esta norma foi adotada por EUA e Europa no inicio da década de 90, obrigando que todos os carros fabricados a partir de 1996 nestes países atendessem as especificações da norma OBD-II

No Brasil a resolução do CONAMA,  de número 354/2004 de 13/12/2004, resume a função da tecnologia OBD da seguinte forma: “dispõe sobre os requisitos para adoção de Diagnose de Bordo-OBD, nos veículos automotores leves, com o objetivo de preservar a funcionalidade dos sistemas de controle de emissão”.

O padrão brasileiro de diagnose de bordo, o OBDBR-1, implantado a partir de 01/01/2007, possui características mínimas para a detecção de falhas nos componentes típicos de controle de emissões: MAP, MAF, ECT, ACT, HO2S (pré-catalisador), VSS, CMP, CKP, EGR, KS, Injetores, Ignição, UC, MIL (lâmpada de anomalia que em inglês significa malfunction indicator lamp).

O sistema de diagnose de bordo OBDBr-2, implantado a partir de 01/01/2010, complementa o anterior com: detecção de falhas de combustão, deterioração dos sensores de oxigênio, deterioração da eficiência de conversão do catalisador, válvula de purga do canister.

Um outro aspecto da resolução estabelece que o IBAMA, através de portaria específica, deverá especificar os protocolos de comunicação do equipamento de aquisição de dados (identificado como “scan-tool”), suas interfaces, e a padronização das informações armazenadas na memória da unidade de controle dos veículos.

Neste sentido, a Instrução Normativa IN 126/2006 do IBAMA estabelece critérios para verificação do funcionamento dos dispositivos/sistemas para OBDBr-1, segundo o especificado na norma ISO 15031.

Desta forma, pode-se concluir que todos os veículos fabricados no Brasil a partir de 2010, obrigatoriamente devem sair de fábrica com o sistema padrão OBD-II.

Na publicação Vantagens e Desafios do dispositivo ODB na telemetria para gestão de frotas você saberá como utilizar dispositivos OBD-II para ler as informações de telemetria.